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Ser "pronomeno"

Certa vez me vi numa conferência internacional: flashes para todos os lados, pessoas correndo atrás de furos de reportagem e gente do mais profundo requinte intelectual. Até que um desses inicia uma pergunta referindo-se a mim utilizando um pronomede tratamento. É quando eu o interrompo e digo: "me chame de Lucas, por favor. Não há respeito maior para uma pessoa do que ser chamado pelo nome. Fora isso ou é bajulçação ou é afeto". Foi aí que acordei.

Minhas conferências imaginárias com a rainha e com Steve Jobs são incontáveis e de temas diversos. Mas não me lembro de me referir a eles com pronomes que nos afastam. Já que, de fato, pronomes aumentam aquela fenda que existe entre as pessoas de extratos diferentes.

Eles são cruéis, gananciosos e perigosos. Piores que os títulos. Segregam de forma involuntária e também voluntária. Podem ser egoístas, falsos autruístas ou até mesmo o centro do universo. Mas ainda há salvação.

Todos nós somos um você. Somos ela. Somos ele. Elas e Eles. Uns vocês. Temos em nós Vsa. Senhoria, Vsa. Excelência, Vsa. Alteza e Vsa. Majestade. E um dia espero que você não esteja longe de mim. Talvez não seja eu e você para sempre, ou você e eu. Mas que sejamos nós. Somente nós.



“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.”- Steve Jobs

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